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Importância da meditação para crianças e dicas para começar a praticar

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Importância da meditação para crianças e dicas para começar a praticar
A meditação tem sido cada vez mais utilizada como prática integrativa por seus comprovados benefícios. Entre eles, podemos destacar a maior capacidade de aprendizagem e concentração, o aumento da percepção das próprias emoções e da capacidade de lidar com elas. A proposta da meditação é alterar padrões automáticos que podem gerar confusões interiores.
Atualmente, sabemos que nossas estruturas cerebrais podem se transformar com nossas experiências de vida, mesmo quando adultos. Isso é o que chamamos de plasticidade cerebral. E, se isso tudo foi testado com adultos, imagine com crianças que são aprendizes rápidos e naturais. Sim, a meditação também é para crianças!
Existem muitas escolas em diversos países do mundo que, hoje em dia, têm adotado a meditação no lugar da punição, obtendo resultados impressionantes. Com a prática, as crianças conseguem conversar sobre seus sentimentos, aumentam sua inteligência emocional e o índice de bullying cai drasticamente, pois elas aprendem empatia e compaixão. Além disso, crianças com questões como déficit de atenção, hiperatividade, ansiedade, entre outros, aprendem a utilizar a ferramenta a seu favor, além de ter um grupo de suporte.
Existem várias maneiras de facilitar o processo de aprendizagem da meditação para crianças. Preparar o ambiente e o momento para meditar é importante. Não adianta tirar seu filho do meio de uma aventura imaginária perigosa de escalada nas montanhas (que podem bem ser o sofá de sua casa) e obrigá-lo a se sentar para meditar. Isso é chato e até eu posso te dizer isso. Separe um momento no dia e faça da meditação uma troca de experiência valiosa entre vocês. O principal é a relação, sempre.
A meditação pode ser feita sentada, deitada ou de pé. A última opção é mais complicada para crianças.
O ato de meditar envolve respiração e nossa capacidade de nos conscientizarmos dela. Para ajudar seu filho a aprender a meditar, você pode usar um brinquedo ou bichinho de pelúcia, colocar ele em cima da barriga da criança, com ela deitada, e dar a simples instrução de que o bichinho tem que subir e descer conforme ela respira. Você pode abusar da criatividade e inventar um passeio na lua em que, cada vez que ela respira, o bichinho experimenta como é flutuar. Isso já é uma meditação em si. Depois podemos usar outras técnicas como visualizações e meditações guiadas.
Abaixo deixo algumas dicas para facilitar essa jornada:
Que seja simples: as crianças não precisam saber a filosofia por trás da meditação (a não ser que perguntem). Converse sobre o ar e as partes de dentro do nosso corpo que não podemos ver, mas podemos sentir. Pergunte o que eles conseguem sentir ou não (o ar entrando pela narina ou os movimentos do estômago, por exemplo). Faça com que seja interessante, peça para perceberem o movimento da caixa torácica para cima e para baixo. Enfim, seja criativo.

Valorize quem são: não saia distribuindo regras. A vida já é bem cheia delas. Nem sempre eles vão se sentar de um jeito específico e fechar os olhos. Acreditem, é difícil até com adultos. Crianças sempre nos surpreendem e essa é a beleza delas. Aproveite. Peça para que elas observem e descrevam todas as cores em detalhes de um quadro, as sombras, diga que precisa de ajuda. Essa e outras atividades de concentração em uma única tarefa ajudam. Minha pergunta é: você consegue se concentrar cem por cento em uma única tarefa? Lembre-se sempre: quando a cabine do avião despressuriza, primeiro precisamos colocar a máscara de oxigênio em nós, depois nos outros. A mesma regra se aplica aqui (no caso, você pode ir desenvolvendo suas habilidades de mindfulness enquanto ensina).

Utilize visualização: essa é uma das técnicas mais utilizadas em meditação. Aproveite a imaginação das crianças e comece a guiá-las em uma história, pedindo para que imaginem os lugares e ficarem atentos às sensações e sentimentos durante o trajeto guiado.

Lembre-se do poder das canções: use mantras! Você pode dizer que os mantras em sânscrito são trava línguas, ou pode criar mantras que façam sentido para eles. Você pode explicar o significado dos mantras e a história por trás daqueles que escolher (aproveite e faça disso um teatro com personagens).

Dê o exemplo: as crianças aprendem mais por imitação do que por aquilo que falamos (você já deve ter essa experiência na prática). Invariavelmente, se você estiver meditando, sentada e em silêncio, ela ficará curiosa.

Observe a natureza: leve seus filhos para um lugar de contato com a vida, converse sobre as árvores, flores, pássaros, montanhas. Conte histórias de nossos antepassados, como somos parte da natureza. Vá pegar fruta do pé, observar pássaros. Depois, peça para que desenhem a experiência e guarde as obras de arte.

Penso ser importante sempre lembrar que a meditação não é apenas quando fazemos a prática sentados ou deitados. Ela é feita a cada instante, a cada respiração em que tomamos consciência dos pequenos momentos de morte e renascimento intrínsecos em cada fôlego.
Por fim, para aqueles interessados em como a meditação tem sido utilizada ao redor do mundo com crianças e os benefícios da meditação, assistam o documentário Innsæ (disponível no Netflix).

Daniela de Oliveira
Terapeuta corporal e floral
daniela@pdhpsicologia.com.br
(11) 98141-6207

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