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Será que é só uma questão de amamentação e parto? Educação, sono e seus desdobramentos

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Será que é só uma questão de amamentação e parto? Educação, sono e seus desdobramentos
Será que é só uma questão de amamentação e parto? Educação, sono e seus desdobramentos.
(texto escrito para o blog Just Real Moms http://www.justrealmoms.com.br/sera-que-e-so-uma-questao-de-amamentacao-e-parto-e-o-sono-do-seu-bebe1/?fb_action_ids=10152705769763616&fb_action_types=og.shares )

Quando os bebês estão para nascer é comum ver as mães refletindo sobre a melhor forma de parir e amamentar. A preocupação é tão grande que eu chego a me perguntar: mas será que é só isso?
Será que precisamos criar um mundo perfeito para nossos filhos, onde é proibido usar a palavra “não” e a frustração é vista como algo a ser evitada a qualquer custo? Seria isso ser uma “boa mãe”?
Ou ainda, o ideal consiste em uma espécie de escravidão, na qual os pais abrem mão de suas vidas pessoais para que os desejos do bebê possam ser prontamente atendidos, até que ele consiga trabalhar e se sustentar sozinho, o que muitas vezes nunca chega a acontecer?
Nesse caminho, os pais perdem o direito ao sono, afinal, dormir (que sempre foi uma função vital) passou a ser sinônimo de egoísmo. Os desejos e necessidades do bebê devem vir em primeiro lugar, e qual o problema passar dois anos sem dormir direito? Passa tão rápido que teremos saudades…
Ledo engano. Ficar sem dormir traz consequências seríssimas. Não há nada de romântico nisso. Gera depressão, pânico e, dependendo da sensibilidade e do tempo que a pessoa fica privada de sono, pode evoluir para casos bem mais severos, como surtos psicóticos.
Então, muita calma nessa hora. Essa equação: quanto mais sacrifício, melhor a maternidade, é uma falácia. E das mais perigosas.
O primeiro impacto costuma ser no casamento. Os papéis de marido/esposa simplesmente ficam esquecidos, adormecidos dentro do casal que agora só tem olhos para sua cria. E tem que ser assim. Tem mesmo?
Aqui mora o começo de toda a confusão. As pessoas, os autores, as mães, os pediatras e todos os que falam sobre o assunto, costumam confundir as necessidades do recém-nascido com as necessidades do bebê maior.
Um recém-nascido precisa de contato permanente. Precisa da livre demanda, se mamar leite materno. Mas, a partir dos 6 meses, gradativamente, é importante que os pais promovam o processo de independência do bebê.
Isso significa que o bebê precisa aprender a lidar com doses suaves de frustração. Que pode começar a esperar um pouco para ser atendido, precisa começar a se ligar a outras figuras de afeto além da mãe.
Desenvolver resiliência é muito importante. A mãe não é mais apenas um peito. É necessário ser capaz de ensinar seu bebê a se acalmar de outras formas e não apenas mamando.
Criar uma rotina com horários para almoço, jantar, banho e sono vai ajudar com a disciplina e, ao mesmo tempo, auxiliará o relógio biológico do bebê a ter um ritmo, o que se reflete positivamente no sono, tanto dos pais como do próprio bebê.
Pais e mães que me leem agora: estamos em 2015. A vida não se resume a amamentação e parto. Olhem para seu filho como um ser capaz e não como um coitadinho. Incentivem sua gradual independência. Não tenham medo de colocar limites.
Como dizia Erich Neumann, os limites são tão importantes para o desenvolvimento sadio quanto o amor.

Renata Soifer Kraise
Psicóloga e Psicoterapeuta
http://terapeuta.psc.br/

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